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	<title>Comentários sobre de onde tudo se diz a esmo</title>
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	<description>Just another WordPress.com weblog</description>
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		<title>Comentário sobre  por Ana</title>
		<link>http://aesmo.wordpress.com/2007/07/26/23/#comment-166</link>
		<dc:creator>Ana</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 May 2009 19:09:41 +0000</pubDate>
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		<description>Minha vida não daria um romance. Ela é muito pequena. Mas é meio sem sentido ficar pensando em jeitos de escrever se ninguém nunca vai ler. Talvez eles me impeçam até mesmo de contar o que se passou. Mas há dias está tudo escuro e a luz da vela em cima da minha mesa não vai acordar ninguém.

c. f. abreu

.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Minha vida não daria um romance. Ela é muito pequena. Mas é meio sem sentido ficar pensando em jeitos de escrever se ninguém nunca vai ler. Talvez eles me impeçam até mesmo de contar o que se passou. Mas há dias está tudo escuro e a luz da vela em cima da minha mesa não vai acordar ninguém.</p>
<p>c. f. abreu</p>
<p>.</p>
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		<title>Comentário sobre sempre atrasado por Ana</title>
		<link>http://aesmo.wordpress.com/2007/04/03/sempre-atrasado/#comment-165</link>
		<dc:creator>Ana</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2009 10:17:16 +0000</pubDate>
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		<description>Minha vida não daria um romance. Ela é muito pequena. Mas é meio sem sentido ficar pensando em jeitos de escrever se ninguém nunca vai ler. Talvez eles me impeçam até mesmo de contar o que se passou. Mas há dias está tudo escuro e a luz da vela em cima da minha mesa não vai acordar ninguém.

c. f. abreu</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Minha vida não daria um romance. Ela é muito pequena. Mas é meio sem sentido ficar pensando em jeitos de escrever se ninguém nunca vai ler. Talvez eles me impeçam até mesmo de contar o que se passou. Mas há dias está tudo escuro e a luz da vela em cima da minha mesa não vai acordar ninguém.</p>
<p>c. f. abreu</p>
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		<title>Comentário sobre  por Ana</title>
		<link>http://aesmo.wordpress.com/2007/07/26/23/#comment-164</link>
		<dc:creator>Ana</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 10 May 2009 05:44:45 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aesmo.wordpress.com/2007/07/26/23/#comment-164</guid>
		<description>Eu vou embora sozinha. Eu tenho um sonho, eu tenho um destino, e se bater o carro e arrebentar a cara toda saindo daqui. Continua tudo certo. Fora da roda, montada na minha loucura. Parada pateta ridícula porra-louca solitária venenosa. Pós-tudo, sabe como? Darkérrima, moderníssima, puro simulacro. Dá minha jaqueta, boy, que faz um puta frio lá fora e quando chega essa hora da noite eu me desencanto. Viro outra vez aquilo que sou todo dia, fechada sozinha perdida no meu quarto, longe da roda e de tudo: uma criança assustada.

[Caio Fernando Abreu]


.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Eu vou embora sozinha. Eu tenho um sonho, eu tenho um destino, e se bater o carro e arrebentar a cara toda saindo daqui. Continua tudo certo. Fora da roda, montada na minha loucura. Parada pateta ridícula porra-louca solitária venenosa. Pós-tudo, sabe como? Darkérrima, moderníssima, puro simulacro. Dá minha jaqueta, boy, que faz um puta frio lá fora e quando chega essa hora da noite eu me desencanto. Viro outra vez aquilo que sou todo dia, fechada sozinha perdida no meu quarto, longe da roda e de tudo: uma criança assustada.</p>
<p>[Caio Fernando Abreu]</p>
<p>.</p>
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		<title>Comentário sobre  por Ana</title>
		<link>http://aesmo.wordpress.com/2007/07/26/23/#comment-163</link>
		<dc:creator>Ana</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 Dec 2008 18:41:45 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aesmo.wordpress.com/2007/07/26/23/#comment-163</guid>
		<description>Frágil – você tem tanta vontade de chorar, tanta vontade de ir embora. Para que o protejam, para que sintam falta. Tanta vontade de viajar para bem longe, romper todos os laços, sem deixar endereço. Um dia mandará um cartão-postal de algum lugar improvável. Bali, Madagascar, Sumatra. Escreverá: penso em você. Deve ser bonito, mesmo melancólico, alguém que se foi pensar em você num lugar improvável como esse. Você se comove com o que não acontece, você sente frio e medo. Parado atrás da vidraça, olhando a chuva que, aos poucos começa a passar.


C. F. Abreu


.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Frágil – você tem tanta vontade de chorar, tanta vontade de ir embora. Para que o protejam, para que sintam falta. Tanta vontade de viajar para bem longe, romper todos os laços, sem deixar endereço. Um dia mandará um cartão-postal de algum lugar improvável. Bali, Madagascar, Sumatra. Escreverá: penso em você. Deve ser bonito, mesmo melancólico, alguém que se foi pensar em você num lugar improvável como esse. Você se comove com o que não acontece, você sente frio e medo. Parado atrás da vidraça, olhando a chuva que, aos poucos começa a passar.</p>
<p>C. F. Abreu</p>
<p>.</p>
]]></content:encoded>
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	<item>
		<title>Comentário sobre  por Ana</title>
		<link>http://aesmo.wordpress.com/2007/07/26/23/#comment-162</link>
		<dc:creator>Ana</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Nov 2008 16:55:46 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aesmo.wordpress.com/2007/07/26/23/#comment-162</guid>
		<description>&quot;Resta, meu caro Vinicius, acima de tudo, esta vontade desamparada de voltar a lembrar. Resta esta insônia ao contrario.
Resta, aqui comigo, o peso arrastado da maturidade, a indiferença do meu idioma falso.
Resta inclusive, e outra vez mais, este cheiro de onibus, estrada e descaso.
Resta, sempre, o meu medo de olhar.&quot;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Resta, meu caro Vinicius, acima de tudo, esta vontade desamparada de voltar a lembrar. Resta esta insônia ao contrario.<br />
Resta, aqui comigo, o peso arrastado da maturidade, a indiferença do meu idioma falso.<br />
Resta inclusive, e outra vez mais, este cheiro de onibus, estrada e descaso.<br />
Resta, sempre, o meu medo de olhar.&#8221;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário sobre  por Ana</title>
		<link>http://aesmo.wordpress.com/2007/07/26/23/#comment-161</link>
		<dc:creator>Ana</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Jun 2008 01:47:35 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aesmo.wordpress.com/2007/07/26/23/#comment-161</guid>
		<description>Não sei me despedir de você.
Já briguei, já fiz as malas, já a ameacei com chantagens, já prometi que não seria mais feliz.
Já apanhei as chaves, já devolvi as chaves, já avisei aos amigos.
Já, Já, Já.
Não sou mais o mesmo. Nunca serei mais o mesmo.
Só queria encontrar alguém mais louco do que eu para voltar à normalidade.

Carpinejar

.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não sei me despedir de você.<br />
Já briguei, já fiz as malas, já a ameacei com chantagens, já prometi que não seria mais feliz.<br />
Já apanhei as chaves, já devolvi as chaves, já avisei aos amigos.<br />
Já, Já, Já.<br />
Não sou mais o mesmo. Nunca serei mais o mesmo.<br />
Só queria encontrar alguém mais louco do que eu para voltar à normalidade.</p>
<p>Carpinejar</p>
<p>.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário sobre  por Ana</title>
		<link>http://aesmo.wordpress.com/2007/07/26/23/#comment-160</link>
		<dc:creator>Ana</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Jun 2008 08:16:08 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aesmo.wordpress.com/2007/07/26/23/#comment-160</guid>
		<description>La grande démance Belle et douce La Fille d&#039;Ipanema se pousse 
Sur les rivages, Et toute la plage verte..
Elle marche comme une algue... Portée sur l&#039;aile d&#039;une vague...
Jusqu&#039;au rivage, Et toute la plage verte..

Ah, porque eu tô tão sozinho
Ah, porque tudo é tão triste
Ah, a beleza que existe
A beleza que não é só minha
Que também passa sozinha

Ah, se ela soubesse - Si elle marche, Si elle danse
O mundo inteirinho - Mais toute la plage verte
E fica mais lindo - Ne voit que la mer
Nul ne sait ce qu&#039;elle pense - Que quando ela passa
Sur le rivage - Se enche de graça
Et toute la plage verte - Por causa do amor
Por causa do amor..
Ne voit que la mer.. 


Tom Jobim/Los Hermanos


.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>La grande démance Belle et douce La Fille d&#8217;Ipanema se pousse<br />
Sur les rivages, Et toute la plage verte..<br />
Elle marche comme une algue&#8230; Portée sur l&#8217;aile d&#8217;une vague&#8230;<br />
Jusqu&#8217;au rivage, Et toute la plage verte..</p>
<p>Ah, porque eu tô tão sozinho<br />
Ah, porque tudo é tão triste<br />
Ah, a beleza que existe<br />
A beleza que não é só minha<br />
Que também passa sozinha</p>
<p>Ah, se ela soubesse &#8211; Si elle marche, Si elle danse<br />
O mundo inteirinho &#8211; Mais toute la plage verte<br />
E fica mais lindo &#8211; Ne voit que la mer<br />
Nul ne sait ce qu&#8217;elle pense &#8211; Que quando ela passa<br />
Sur le rivage &#8211; Se enche de graça<br />
Et toute la plage verte &#8211; Por causa do amor<br />
Por causa do amor..<br />
Ne voit que la mer.. </p>
<p>Tom Jobim/Los Hermanos</p>
<p>.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário sobre  por Ana</title>
		<link>http://aesmo.wordpress.com/2007/07/26/23/#comment-159</link>
		<dc:creator>Ana</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Jun 2008 21:53:41 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aesmo.wordpress.com/2007/07/26/23/#comment-159</guid>
		<description>&quot;te escrevo com um cigarro aceso e uma xícara de chá de boldo. 
a escrivaninha é muito antiga, daquelas que têm uma tampa, parece piano. 
tem um pôster com Garcia Lorca na minha frente. 
um retrato enorme de Virginia Woolf. 
e posso ver na estante assim, de repente, todo o Proust, e muito Rimbaud, 
e Verlaine, Faulkner, Ítalo Svevo, William Blake. umas reproduções de Picasso. 
outras de Da Vinci. um biscuit com um pierrô tão patético. 
uma pedra esotérica ainda de Stonehenge, Inglaterra, uma caixinha indiana. 
todos os meus pedaços aqui. e você não me conhece, eu não conheço você.
te escrevo por absoluta necessidade&quot;

Caio Fernando Abreu

.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;te escrevo com um cigarro aceso e uma xícara de chá de boldo.<br />
a escrivaninha é muito antiga, daquelas que têm uma tampa, parece piano.<br />
tem um pôster com Garcia Lorca na minha frente.<br />
um retrato enorme de Virginia Woolf.<br />
e posso ver na estante assim, de repente, todo o Proust, e muito Rimbaud,<br />
e Verlaine, Faulkner, Ítalo Svevo, William Blake. umas reproduções de Picasso.<br />
outras de Da Vinci. um biscuit com um pierrô tão patético.<br />
uma pedra esotérica ainda de Stonehenge, Inglaterra, uma caixinha indiana.<br />
todos os meus pedaços aqui. e você não me conhece, eu não conheço você.<br />
te escrevo por absoluta necessidade&#8221;</p>
<p>Caio Fernando Abreu</p>
<p>.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário sobre  por Ana</title>
		<link>http://aesmo.wordpress.com/2007/07/26/23/#comment-158</link>
		<dc:creator>Ana</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Jun 2008 07:07:29 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aesmo.wordpress.com/2007/07/26/23/#comment-158</guid>
		<description>Ah, se já perdemos a noção da hora,
se juntos já jogamos tudo fora.
Me conta agora, como hei de partir?

Ah, se ao te conhecer...
dei pra sonhar, fiz tantos desvarios.
Rompi com o mundo, queimei meus navios.
Me diz pra onde, é que inda posso ir?

Se nós, nas travessuras das noites eternas,
já confundimos tanto as nossas pernas.
Diz com que pernas eu devo seguir?

Se, entornaste a nossa sorte pelo chão.
Se na bagunça do teu coração,
meu sangue errou de veia e se perdeu.

Como, se na desordem do armário embutido
meu paletó enlaça o teu vestido
e o meu sapato inda pisa no teu.



Chico.



.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ah, se já perdemos a noção da hora,<br />
se juntos já jogamos tudo fora.<br />
Me conta agora, como hei de partir?</p>
<p>Ah, se ao te conhecer&#8230;<br />
dei pra sonhar, fiz tantos desvarios.<br />
Rompi com o mundo, queimei meus navios.<br />
Me diz pra onde, é que inda posso ir?</p>
<p>Se nós, nas travessuras das noites eternas,<br />
já confundimos tanto as nossas pernas.<br />
Diz com que pernas eu devo seguir?</p>
<p>Se, entornaste a nossa sorte pelo chão.<br />
Se na bagunça do teu coração,<br />
meu sangue errou de veia e se perdeu.</p>
<p>Como, se na desordem do armário embutido<br />
meu paletó enlaça o teu vestido<br />
e o meu sapato inda pisa no teu.</p>
<p>Chico.</p>
<p>.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário sobre  por Ana</title>
		<link>http://aesmo.wordpress.com/2007/07/26/23/#comment-157</link>
		<dc:creator>Ana</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Jun 2008 06:13:53 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://aesmo.wordpress.com/2007/07/26/23/#comment-157</guid>
		<description>&quot;o seu balançado é quas eum poema.
... é a coisa mais linda que eu já vi passar.&quot;

Vinícius.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;o seu balançado é quas eum poema.<br />
&#8230; é a coisa mais linda que eu já vi passar.&#8221;</p>
<p>Vinícius.</p>
]]></content:encoded>
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